Sacrifício

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O SACRIFÍCIO DE JESUS CRISTO

Mateus 20.28 – Hb 9.12.


INTRODUÇÃO
Ninguém pode fugir à realidade de que o conceito de sacrifício está no âmago da redenção, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação. Deus veria o sangue aspergido e ‘passaria por cima’ daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: ‘Meu sacrifício’).

Sacrifício.

OS SACRIFÍCIOS DA ANTIGA ALIANÇA “COBRIAM” O PECADO.
Os sacrifícios praticados no Antigo Pacto, embora aproximassem o adorador de Deus pela mediação de um sacerdote, somente cobriam o pecado. A justiça divina, que reclamava a reparação imediata do pecado cometido, era satisfeita apenas temporariamente. Porque, segundo a Bíblia, “Pois o sangue de touros e de bodes não pode, de modo nenhum, tirar os pecados de ninguém” (Hb 10.4), uma vez que “o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos”, os santificavam, apenas “quanto à purificação da carne”. Somente “o sangue de Cristo, purifica a “consciência das obras mortas” do pecado,” O sangue de bodes e de touros e as cinzas da bezerra queimada são espalhados sobre as pessoas impuras, e elas ficam purificadas por fora.

Se isso é assim, imaginem então quanto maior ainda é o poder do sangue de Cristo! Por meio do Espírito eterno ele se ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício sem defeito. E o seu sangue nos purifica por dentro, tirando as nossas culpas; assim podemos servir ao Deus vivo, pois já não praticamos cerimônias que não valem nada (Hb 9.13,14).

Sacrifício.

OS SACRIFÍCIOS DA ANTIGA ALIANÇA ERAM IMPERFEITOS, INEFICAZES E INEFICIENTES
Essa imperfeição se justifica pelos seguintes motivos:
(a) eram sacrifícios contínuos e repetitivos (Hb 10.1-3,11);
(b) eram ineficazes, ineficientes (Hb 10.4-10);
(c) purificavam apenas o exterior (Hb 9.13);
(d) os mediadores, ou seja, os sacerdotes também eram imperfeitos (Hb 7.27,28); e por fim,
(e) tais sacrifícios caducaram com o advento da Nova Aliança (Hb 8.13; 9.15).

Sacrifício.

O SENTIDO DA EXPIAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
A necessidade da expiação. A expiação foi necessária por dois grandes motivos:
(a) A santidade de Deus. Deus é tão puro e santo, que não pode olhar diretamente para o pecador, sob pena de fazer recair sobre ele sua ira e seu juízo (Hc 1.13).
(b) A pecaminosidade do homem. O pecado interrompeu de tal modo o relacionamento do homem com Deus, que sua santa ira exigiu a condenação imediata do pecador. Assim, para evitar a iminente e definitiva morte espiritual do ser humano, um sacrifício animal e cruento fora requerido. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22).

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O SIGNIFICADO DA EXPIAÇÃO PELA MORTE DE CRISTO
A expiação pela morte de Cristo tem alcance infinitamente maior e mais profundo que os sacrifícios de animais no Antigo Pacto. O sangue daqueles animais cobria provisoriamente o pecado (Sl 51.9; Is 38.17; Mq 7.19). Mas, em o Novo Testamento, mediante o derramamento do sangue de Cristo, o pecado foi quitado, perdoado, tirado (Hb 9.26,28). A morte do Senhor foi.

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(a) Propiciatória. Propiciar significa “tornar propício, favorável”, também tem o sentido de “juntar”, “reconciliar”, conforme lemos em 1 João 2.2: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (Rm 3.23-26; Hb 2.17).

(b) Substitutiva. Significa que Jesus morreu no lugar de toda a humanidade. Ele foi o substituto perfeito para todos os que buscam o perdão de Deus (Is 53.4-6; 1 Pe 2.24).

(c) Redentora. Jesus satisfez todas as condições exigidas pela justiça divina a fim de nos redimir. Sua morte vicária foi o preço da nossa redenção (Jo 1.14; 1 Co 1.30; Hb 10.5; 1 Pe 1.18,19; Cl 2.14); razão pela qual somos sua propriedade particular (1 Co 6.19,20; Ef 1.13).

(d) Reconciliadora. Reconciliar é reatar uma amizade, ou conciliá-la outra vez. Em razão do pecado, o homem tornou-se inimigo de Deus. Não há outra maneira de reconciliar-se com Ele, ao não ser através da morte expiatória de Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 5.10; 2 Co 5.18,19; Cl 1.21).

(e) Triunfante. A morte de Cristo foi um triunfo contra o Diabo, o pecado, e a própria morte (1 Co 15.55-57; Cl 2.15; 1 Jo 3.8). Glória a Jesus!

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JESUS É O PRÓPRIO SACRIFÍCIO
Jesus Cristo foi o sacrifício supremo. João Batista confirmou isso quando O viu pela primeira vez: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

Pela graça de Deus fomos libertos dos nossos pecados. Através do sacrifício de Jesus, nosso Redentor, podemos nos achegar com confiança a presença do Pai. Antes que Cristo viesse estávamos muito longe de Deus, mas agora pelo sangue do Cordeiro, chegamos perto dEle (Ef 2.13). Não somos mais escravos do pecado. Fomos libertos (1 Co 9.18,19; 2 Co 5.14,15). Você pode glorificar a Deus por isso? Exalte o Deus da redenção! A redenção da nossa alma é fruto da graça, bondade e misericórdia de Deus. Não éramos merecedores. Não podemos nunca nos esquecer disso. Hoje estamos sob a autoridade de Cristo. O Mestre dos mestres controla a nossa vida e nada pode separar-nos do amor que Cristo tem por nós.

Sacrifício.

ILUSTRAÇÃO
Durante a II Guerra Mundial, nos Estados Unidos, era costume uma família que tivesse um filho que servisse nas Forças Armadas colocar uma estrela na janela frontal da sua casa. Porém uma estrela dourada indicava que o filho tinha morrido por apoio à causa do seu país. Há anos, Sir Harry Lauder contou uma história comovente sobre este costume. Ele disse que uma noite um homem caminhava por uma rua de Nova Iorque, acompanhado pelo seu filho de 5 anos. O pequeno foi atraído pelas luzes que brilhavam nas janelas das casas e quis saber por que é que algumas casas tinham uma estrela nas janelas. O pai explicou que aquelas famílias tinham um filho a combater na guerra. A criança bateu as palmas quando viu outra estrela na janela e exclamou, “Olha, Papai, outra família que deu o filho ao seu país”. Finalmente chegaram a um descampado, depois da correnteza das casas. Daquele lugar podia-se ver uma estrela a brilhar no céu. O pequenino voltou à olhar, “Oh, Papai”, “Olha para aquela estrela no céu! Deus também deve ter dado o Seu Filho”. Sim, de fato! Há uma estrela na janela de Deus. Sabes o que Ele fez por ti? Ele deu o Seu Filho, por causa do Seu amor por nós.

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CONCLUSÃO
A redenção da humanidade decorre da graça, misericórdia, e amor de Deus. A mente humana, limitada e falível, jamais poderá aquilatar o valor da salvação em Cristo. Jesus, por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, e efetuou uma eterna redenção.

Sacrifício.

Autoria: Pr Kleber de Holanda (klebersolano@hotmail.com)

Data: 23/07/2013.