Que coisa é essa?

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Que coisa é essa?

Lucas 15.11-22: O filho pródigo, aparentemente, estava integrado à sua família, às suas raízes, à sua vida. Mas, de repente, ele já está no fundo do poço, longe de tudo e de todos, geográfica e emocionalmente, completamente “morto” e perdido. Que força é essa que o levou para tão longe? Que coisa é essa que ele carregava no peito que jamais se acalmava, jamais se acomodava, jamais o deixava em paz?

Que coisa é essa que nos aflige a alma e nos dá vontade de chutar tudo e sair pelo mundo?

1. QUE COISA É ESSA QUE ELE CARREGAVA NO PEITO?

a) Curiosidade? Quem sabe ele tinha muita curiosidade de saber como era o mundo “lá fora”, pois sempre estivera na casa do pai. Sim, pode ter sido esse o motivo, mas, talvez, havia mais “coisa” nessa “coisa”.

b) Desejo de ser independente? Quem sabe ele desejava ser independente, ter seu próprio espaço, desenvolver a sua identidade, longe das “asas do pai”. Creio que isso também podia estar acontecendo, mas, talvez, havia mais “coisa” nessa “coisa”.

c) Pecado? Quem sabe ele queria simplesmente ficar longe dos olhos do pai para extravasar os seus instintos carnais, pecar à vontade. Não duvido disso, mas, talvez, havia mais “coisa” nessa “coisa”.

d) Problemas de relacionamento? Sabemos que ele e o irmão mais velho não se davam muito bem. Sim, poderia ser isso também, mas, talvez, havia mais “coisa” nessa “coisa”.

e) Tudo isso junto e mais um pouco? Pode ser que todas estas coisas estivessem combinadas (curiosidade, desejo de ser independente, problemas de relacionamento e desejo de pecado) e, além delas, mais algumas outras coisas. Só sabemos que havia alguma “coisa” em seu peito o empurrando para fora, mas não sabemos bem o que é.

Por isso eu chamo essa “coisa” de “coisa”, pois é muito difícil definir que coisa é essa, que força é essa que arrancou esse moço da sua casa e o jogou no fundo de um poço. O apóstolo Paulo falou um pouco do poder dessa “coisa”, em Romanos 7.19: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.

2. ATÉ ONDE ESSA COISA PODE LEVAR UM SER HUMANO?

O filho pródigo foi para longe de tudo e de todos. Perdeu seus vínculos afetivos, perdeu seu dinheiro, perdeu sua dignidade (cuidar de porcos era a pior humilhação para um jovem judeu) e perdeu a sua própria identidade (“Já não sou digno de ser chamado seu filho”, disse ele para si mesmo).

Ele chegou ao ponto de ser considerado pelo pai como “um caso perdido”, como alguém que já morreu.

Sim, se nos deixamos levar por essa coisa, acabaremos completamente dominados por ela, no fundo do poço emocional, financeiro, existencial e espiritual. A Bíblia nos alerta do perigo de dar vazão à carne: “Vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês” – Gálatas 5.13.

3. COMO VENCER ESSA COISA?

A recuperação do filho pródigo se deu em três estágios:
a) Ele caiu em si: Foi lá no fundo do poço que ele entendeu o tamanho da burrada que fez.
b) Ele se arrependeu: Ele reconheceu e seu pecado “contra os céus e contra o pai”.

c) Ele tomou uma atitude: Vou me levantar e voltar para a casa do meu pai.

CONCLUSÃO

É muito difícil definir que coisa é essa que nos aflige e nos dá vontade de largar tudo e sumir no mundo. Pode ser uma junção de curiosidade, desejo de ser independente e desejo de pecar. Não importa. O que importa é saber que essa coisa tem a força de nos afastar da nossa família, dos bons amigos, de Deus e até de nós mesmos, lançando-nos no mais profundo poço de tristeza, solidão e amargura.

A única maneira de vencermos essa coisa que nos aflige a alma é cair em si, se arrepender e tomar a atitude certa para com Deus.

Título: Que coisa é essa?
Autor: Pr Ronaldo Franco.
Data: 08/03/2016

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2 Comentários em “Que coisa é essa?”

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